quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Adios

E lá estava ela, pintando quadros de negro
Deixando pratos na mesa da sala onde estar
Em suas roupas um pouco de corpo
Saindo à porta um vulto de sopro
Beijos nas prateleiras
Amor em potes de conservas
Dentro da pálida geladeira
Corações em cubos de gelo
Refrescavam a bebida amarga de vida
Ensina-me há esquecer as horas
Tira-me a rotina do agora
Saudades em sacolas plásticas
Não se desintegram da memória.

2 comentários:

  1. Você escreve bem, hein bonito!
    Admiro os homens de sensibilidade.

    Beijo grande!

    ResponderExcluir
  2. Bons versos, Thiago. A rotina, paradoxalmente, inspira, não é?

    ResponderExcluir